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Conferência Fundação Gulbenkian "As Ligações Perigosas" | 14 Dezembro 2011 | 18h00

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Rita Rebelo de ...
Conferência Fundação Gulbenkian "As Ligações Perigosas" | 14 Dezembro 2011 | 18h00

– “How do you get good ideas?” – a student asked Linus Pauling.
– “You have a lot of ideas and you throw out the bad ones” – he replied.
Embora a Química trate essencialmente da transformação da matéria, a ligação entre os “átomos” (substâncias simples) sempre exerceu um enorme fascínio sobre o espírito dos químicos.

Inicialmente a atracção química era interpretada com um modelo antropomórfico, considerando-se que as substâncias têm “afinidades” entre elas, se parecem e se unem, uma causa que era originariamente associada à semelhança e que se tornou, pouco a pouco, como causa de união ou da tendência à união de duas substâncias. Embora teoricamente, no século XVIII, os químicos se interrogassem sobre a natureza das duas forças pelas quais os corpos, ora se uniam, ora se mantinham unidos, na prática acabaram por formular Tabelas, com base em experiências laboratoriais, de modo a que apenas por uma “olhadela” podiam observar as diferentes relações que as substâncias tinham umas com as outras (Tabela de Geoffroy, 1718).

Contudo, é com Linus Pauling, duplamente galardoado com o Prémio Nobel (1954 e 1962), já no século XX, que, de mãos dadas à teoria quântica, se formula uma nova teoria explicativa das ligações e da sua natureza através de uma investigação efectuada com muito entusiasmo culminando com a publicação do seu livro The Nature of the Chemical Bond and the Structure of Molecules and Crystals: an Introduction to Modern Structural Chemistry (Cornell University Press, 1939).

Hoje vai-se mais longe, sendo possível testemunhar o movimento das moléculas, o modo como os átomos podem colidir, interactuar e originar o nascimento de novas moléculas, a partir dos trabalhos de Ahmed H. Zewail, um outro galardoado com o Nobel (1999).

“What good will science do if the world is destroyed, Linus?”, perguntava Ava Helen, mulher de Linus Pauling. A par do trajecto em que emerge o nascimento de uma molécula, nesta palestra falar-se-á igualmente de uma outra ligação… de vida… porventura mais perigosa!