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Ciclo de conferências «Matemática: A Ciência da Natureza

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Rita Rebelo de ...
Ciclo de conferências «Matemática: A Ciência da Natureza

«TER MUITAS IDEIAS, E A CORAGEM DE DEITAR QUASE TODAS FORA»
Dinis Pestana
Fundação Calouste Gulbenkian | Auditório 2
28 Março 2012 | 18h00
ou assista em direto através do site www.livestream.com/fcglive

Resumo da conferência:
A construção do conhecimento científico não está isenta de erros. Ideias como o geocentrismo, a indivisibilidade do átomo (a própria palavra significa “não divisível"), ou o flogisto, ilustram bem que convicções erradas podem iludir muitos, e por muito te...mpo.
Mas uma das características mais nobres da Ciência é ser revisível, é a capacidade de constantemente questionar para aprofundar o conhecimento, e para banir o que pareceu conhecimento mas afinal estava errado. Atualmente, a capacidade de falsear conjeturas que não são, afinal, verdadeiras, é uma das características mais marcantes do que se considera a metodologia da investigação científica, nomeadamente nas ciências experimentais.
A construção da Ciência é um empreendimento coletivo, em que muitos têm contribuições modestas, mas cuja acumulação prepara os grandes saltos no conhecimento. Por outro lado, ideias ousadas, que inicialmente quase parecem insensatas, revolucionam a forma como concebemos e explicamos tudo aquilo que nos rodeia.
É frequente ideias geniais verdadeiramente revolucionárias serem inicialmente encaradas com desconfiança. Na verdade, na moderna metodologia da investigação científica, TODAS as conjeturas que vão ser investigadas devem ser olhadas com desconfiança. Só se se provar que muito provavelmente a sua negação é inverosímil essas conjeturas ganham o direito a ser transitoriamente acolhidas como merecedoras de investigação continuada.
Assim, o bom cientista deve ter o desprendimento, a coragem, de fazer as indagações que possam falsear as suas hipóteses, no caso de elas não serem um progresso verdadeiro. A consequência disso é que das ideias que os cientistas vão tendo pouco sobra — como na mineração, em que de toneladas de ganga se extrai porventura 1g de rádio.
Quando foi anunciada a concessão de um prémio Nobel a Linus Pauling, um jornalista perguntou-lhe o que é necessário para ganhar esse prestigioso prémio. A resposta notável foi: “ter muitas ideias, e a coragem de deitar quase todas fora".
A Estatística é atualmente uma ciência multifacetada, que usa a linguagem da Probabilidade para avaliar se as hipóteses sob investigação são de facto meritórias. Mais do que isso, a Estatística criou uma disciplina científica de como planear experiências, para obtenção de informação relevante que nos permita analisar questões porventura complexas, e tomar decisões adequadas em situações em que é inevitável lidar com alguma dose de incerteza. De facto, a Estatística converteu incerteza e acaso em aliados, em vez de inimigos, na aventura da criação do conhecimento.
Discutimos alguns exemplos, não esquecendo alguns que mostram que a Estatística também pode ser mal usada.

Informações | Serviço de Ciência | Fundação Calouste Gulbenkian
Av. de Berna 45 A, 1067-001 LISBOA
T. 21 782 35 25
E. matematica2012@gulbenkian.pt
W. www.gulbenkian.pt/matematica2012