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Liceu vs. Universidade: as grandes diferenças e como encará-las

Alunos a caminhar

Nada pode esmorecer o entusiasmo de ter entrado para a universidade… até lá chegares e perceberes que o teu novo estabelecimento de ensino nada tem a ver com o liceu. Absolutamente nada. Para evitar sofrer esse tipo de choque, estuda estas dicas para poderes perceber, com tempo, quais as grandes diferenças entre estas duas realidades. Assim, na hora certa, vais poder dizer com confiança – adeus liceu, olá faculdade!

Não há ninguém para controlar e reportar presenças. Isto quer dizer que vai haver uma enorme vontade de faltar às aulas e depois de faltar à primeira, esse é um ciclo vicioso difícil de controlar. Só porque vais ter inúmeros professores e uma turma gigante, não quer dizer que estes não vão dar pela tua falta – primeiro, existem muitos docentes que baseiam uma percentagem das tuas notas finais na assiduidade (principalmente para desencorajar este tipo de atitude); segundo, quando os teus colegas começarem a ver que não fazes um esforço para comparecer nas aulas, também não vão fazer nenhum esforço para te emprestar apontamentos ou para te incluir nos trabalhos de grupo. Tal como no liceu, as aulas na faculdade são para comparecer (até porque os teus pais estão a pagá-las!) – a bem das tuas notas, média final, concretização do teu sonho e futuro profissional.

Aulas mais longas, com ritmos mais acelerados e menos orientação. Na universidade há mais matéria a ser dada e menos tempo para a dar, ou seja, embora as aulas sejam mais longas do que no liceu, o seu ritmo é rápido e por vezes até entediante. Para além de aprender a não adormecer nas aulas, tens de ter um sistema de tirar apontamentos igualmente veloz e eficaz. Com turmas de 50 ou 60 alunos, os professores raramente disponibilizam acompanhamento personalizado, por isso, em caso de dúvidas tens de os procurar nos seus gabinetes, durante os seus horários de atendimento. É importante conheceres a tua turma, para poderes pedir apoio ou então considerar a hipótese de contratar um explicador... pelo menos nos primeiros tempos.

Mais trabalhos, mais difíceis. Regra geral, as aulas no liceu previam tempo para fazer trabalhos, revisões de matéria e a resolução de exercícios em conjunto. Na faculdade, tirando raras excepções, isso é uma utopia e os professores automaticamente assumem que estás a acompanhar a disciplina através de toda a bibliografia recomendada. Prepara-te para teres de estudar obras em línguas estrangeiras e para gerires os trabalhos que vão surgir em cada disciplina, por vezes em simultâneo. Se ainda não o tens, há que desenvolver um bom método de estudo, estar consciente das tuas capacidades e fraquezas.

Maior exigência. As aulas e os docentes universitários vão exigir muito de ti, nomeadamente as tuas capacidades de pensamento crítico e objectivo – em vez de memorizar e voltar a repetir os temas e conceitos abordados, tens de ser capaz de perceber o “porquê” das coisas, ser capaz de as questionar e de discutir os seus diferentes significados, perspectivas, causas e consequências. Aqui, aprende-se a aprender mesmo.

Prazos apertados e dilatados. Se considerarmos que na universidade os prazos para a entrega de grandes projectos são normalmente discutidos e agendados no início do semestre, estamos perante prazos dilatados. No entanto, dado o elevado nível de exigência, trabalhos menores, testes e exames (vezes várias disciplinas) o tempo acaba por ser apertado. O mesmo aplica-se aos exames – reservados para o final de cada semestre, parecem longínquos, no entanto, dada a quantidade de matéria dada (vezes várias disciplinas) estão, na realidade, ao virar da esquina. Tenta reservar todos os dias algum tempo para estudar, organizar apontamentos e fazer pesquisa – não deixes tudo para a última semana, é assim que se chumba de ano.

Mais oportunidades. A universidade é, de facto, um mundo de oportunidades – desde estágios, cursos extracurriculares, workshops e seminários, a clubes e associações, passando pelo desporto e a cultura, há tanta coisa para ver e descobrir. Conhece pessoas novas e aproveita tudo que a faculdade tem para oferecer… esta é uma experiência única na vida, faz com que seja inesquecível e enriquecedora.

Mais liberdade, mais responsabilidade. Se a liberdade repentina é uma das coisas que mais seduz quem vai estudar para a universidade (principalmente para uma longe da casa dos pais), também pode tornar-se uma verdadeira dor de cabeça ao cair-se em exageros. Utiliza esta experiência para cresceres como pessoa, não para te tornares num pseudo-estudante que vive de noite e dorme de dia – há tempo para tudo, até para teres saudades de casa (ai, vais ter vais!). Um dos receios de qualquer caloiro são também as responsabilidades acrescidas – é que para além da parte académica e vida social, passas a ser igualmente responsável pela casa onde vives, a sua limpeza, alimentação pessoal, contas, gestão da mesada… Aprende a definir prioridades, a gerir bem o teu tempo, a aceitar que não sabes tudo e que estás aqui para aprender, dentro e fora da sala de aula.

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